Apresentador Paulo Santana se retrata após divulgar fake news sobre segurança no Carnaval de Guamaré
Paulo Santana emitiu uma nota de retratação em sua rede social, alegando que houve um erro na identificação do local do incidente.

Redação: Gerson Almeida
Fonte: Rádio Nova Litorânea
O jornalista e apresentador Paulo Santana, do programa "O Povo na TV" da TV Futuro (Canal 14.1), precisou se retratar publicamente após exibir, em seu programa e redes sociais, um vídeo de uma briga generalizada que ele afirmou, sem apuração prévia, ter ocorrido em Guamaré durante o Carnaval.
No vídeo, um grupo de pessoas agride um agente de segurança em meio a foliões. Durante a exibição, Paulo Santana se divertiu com as imagens, chegando a dizer que "Carnaval sem porrada não presta". Além disso, ele zombou do agente de segurança, chegando a imitar a vítima ao fazer a chamada "dancinha do siri", em um ato de desrespeito e ridicularização pública.
A repercussão negativa foi imediata. Moradores de Guamaré alertaram que o vídeo não correspondia a um evento ocorrido na cidade. Apenas após essa contestação, a produção do programa buscou informações e reconheceu que houve um equívoco na divulgação do material.
Paulo Santana emitiu uma nota de retratação em sua rede social, alegando que houve um erro na identificação do local do incidente. No entanto, a postura adotada pelo apresentador durante a exibição do vídeo levanta questionamentos sobre a responsabilidade da imprensa e o respeito às normas de conduta jornalística.
Além de espalhar informações falsas, o apresentador pode ter infringido a legislação sobre disseminação de fake news, considerando que o conteúdo foi transmitido em TV aberta sem a devida apuração. Além disso, a declaração "Carnaval sem porrada não presta" pode ser interpretada como incitação à violência, infringindo o Artigo 286 do Código Penal, que trata da incitação ao crime ao estimular comportamentos violentos. Também pode ser enquadrado no Artigo 287 do Código Penal, que trata da apologia ao crime, ao normalizar e até exaltar a agressão ocorrida no vídeo.
A postura de Paulo Santana gerou indignação entre os profissionais da segurança e a população de Guamaré, que exigem mais responsabilidade da imprensa na divulgação de informações. O caso reacende o debate sobre o impacto de notícias falsas e a necessidade de ética no jornalismo, principalmente quando envolve figuras públicas em programas livres.
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